quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Para refletir...

Eu quero mudar o mundo

Em meio ao meu trajeto diário, comecei a observar o mundo ao meu redor. Não o mundo em que os grandes problemas são as provas da faculdade, ou o trabalho como estagiário. Isto é fruto da minha imaginação. É fruto da imaginação das pessoas que não vivem no mundo real.

Vocês devem estar pensando que falarei aqui sobre desigualdade social, criminalidade, abuso de menores, corrupção. Os telejornais já enfatizam demais esses assuntos. Eu quero falar sobre você. O que você faz pelo mundo? É fácil reclamar dos elementos que influenciam a sua vida cotidiana. A temperatura elevada, a poluição, os fenômenos da natureza que impedem que você chegue ao trabalho pontualmente. Apenas nesses momentos você pensa no que está acontecendo com o mundo.

A culpa é de quem? Governantes, fábricas, legislação? Não. A culpa é sua. A culpa é minha. Nós temos o mundo que merecemos. Nós raramente pensamos nos outros. Nós queremos sucesso profissional e amoroso. Nós queremos viajar. Nós queremos ter filhos. Nós criaremos os nossos filhos para que eles sejam alguém na vida. Qual é a primeira coisa que você pensa quando escuta a frase “ser alguém na vida”? Um bom emprego. Acertei? Não? Então um bom casamento. Bom, em 99,9% dos casos, será uma das duas coisas. Não me entenda mal. Pensar dessa forma está completamente certo. Eu estou dentro das 99,9% das pessoas. Quero ser bem sucedido, também quero que os meus filhos sejam.

Mas então por que eu estou escrevendo esse texto? Eu faço parte do sistema, eu sou o sistema em pessoa. O meu objetivo é fazer com que as pessoas parem para pensar, é fazer com que eu pare para pensar. Ajudar o próximo deveria fazer parte do cotidiano das pessoas. Novamente insisto em deixar claro que eu não penso em acabar com os problemas mundiais. Se dez pessoas acolherem o meu conselho, cumpri o meu objetivo.

Nas últimas 24 horas, passei por duas experiências que, para a grande maioria, não passam de situações comuns.

Faz 2 meses que não vejo a minha avó. Ela mora longe, eu trabalho e estudo bastante. Entretanto, ontem resolvi ligar para ela. Queria convidá-la para um jantar. Ela atendeu ao telefone quase chorando. Os encanamentos do banheiro dela romperam, as paredes caíram, a casa inundou. Ela me explicou toda a situação. Após alguns minutos, ela começou a me agradecer. Eu me senti tão bem. Eu não fiz nada para consertar os encanamentos, não ajudei a limpar a casa. Eu simplesmente liguei para saber como a minha avó estava.

Hoje, no caminho para o trabalho, percebi um acúmulo de garrafas de plástico na calçada. Juntei as garrafas e coloquei no lixo. A sensação é única.

Ações pequenas, mínimas, minúsculas. Podem até ser. Se metade da população mundial incluísse essas ações no seu dia a dia. Se apenas dez pessoas incluíssem essas ações nos seus cotidianos, o mundo já seria melhor. Preocupação com o próximo e consciência ambiental. Fácil, não?

Gustavo Fridman Schwetz

2 comentários:

Mario Cardoni FIRS disse...

Muito bom o texto, Gustavo!

Sababah disse...

Muito obrigado Mario!

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