quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

A chave da nossa história

O estudante de Publicidade e Propaganda Henrique Cardoni também compartilhou conosco os seus textos. Aproveita!

A chave da nossa história

Seria roubo dizer que eu escrevi esse texto, na verdade eu uni alguns trechos do livro História Dos Judeus do historiador Paul Johnson e escrevi alguns outros, mudei para a primeira pessoa por me sentir judeu o suficiente para fazê-lo. Isso acabou me gerando um certo dilema ético, mas enfim, o que importa é que o texto fala coisas legais.

Os judeus desempenharam um papel essencial na criação da mentalidade humana atual, seja ela judaica, cristã ou muçulmana. Em verdade, é quase impossível imaginar como teria sido o mundo sem o judaísmo. É fato que todos os homens querem “construir Jerusalém”, todos nós nos deslocamos de volta às Cidades da Planície. Parece que o papel dos judeus é focalizar e dramatizar essas experiências comuns da humanidade, transformando seu destino particular em uma moral universal. Porém, se detemos esse papel, quem o escreveu para nós?

Desde Abraão, o Errante; Moisés, o Legislador; Jesus, o enigmático Mestre; Maimônides, a maior das mentes medievais; Spinoza, o fundador do secularismo; Heine, o progenitor do espírito moderno; até os gnósticos dos últimos tempos como Marx e Freud e os românticos como Disraeli e Herzl, as mulheres desde Sara e Rute a Rosa de Luxemburgo e Golda Meir, os criadores dos pensamentos, sons e imagens do século vinte, Mahler, Schoemberg, Kafka, Modigliani e Proust; e os rabinos e eruditos, os judeus da Corte, os Rotschilds e Sassoons, os mongóis de Hollywood, libertistas da Broadway, os gansters de Nova Iorque e pioneiros de Rand, os combatentes e estadistas. A verdade é que os judeus acreditaram ser um povo especial com tamanha unanimidade e paixão, e por tão longo período, que chegaram a sê-lo. Na realidade, tivemos esse papel porque o escrevemos para nós próprios. Talvez ai esteja a chave de nossa história.

Henrique Cardoni

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