quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Quem é esse Schleper???

Alguém conseguiu identificar quem é o guri cabeludo acima??? Ainda não??? Segue abaixo uma das histórias deste schleper e uma dica: ele é presidente de uma instituição jovem da comunidade!

Um dos momentos mais Schlepers da minha vida foi a minha viagem pra Tailândia sozinho.

Primeiro, porque a Tailândia já oferece a possibilidade de ser shleper, mesmo não querendo, por suas características peculiares, como banhos gelados e levemente salgados (em sua grande maioria) e banheiros onde não existem vasos sanitários e sim buracos no chão para as necessidades. Depois, porque não há nada mais shleper do que passar um mês trocando duas bermudas e andando sem camiseta e sem chinelo. É quase uma lei ser shleper na Tailândia e todos vivem felizes assim.

Em meio a viagem, diversos momentos “shlepers” rolaram, como por exemplo, quando foi preciso pegar um barco à noite para ir para uma das ilhas, onde a passagem é um adesivo de alguma cor que eles colam no teu corpo e na hora do embarque te puxam pelo braço de acordo com a cor do adesivo. O barco, por sua vez era composto apenas de colchões, um do lado do outro, para as pessoas “dormirem” durante a viagem. Que dormir que nada! A viagem foi festa e festa, integração total!

Chegando à ilha, arrumei um quarto (totalmente shleper) e saí pra conhecer o lugar. Na rua, uma guria me pára e pergunta: “- Tu és israelense? Tu és judeu?” Eu sem entender nada, respondo em inglês em meio a um hebraico enferrujado que sou brasileiro e judeu. Ela me diz que é israelense, está andando há horas e não acha lugar pra ficar e pergunta se pode dividir o quarto comigo. Eu penso durante um minuto sobre os perigos do Brasil, a estranheza dessa guria estar muito facinha e as vantagens de um quarto dividido em dois ser mais barato que para um só. Sem dúvidas, fico com a terceira opção: “Claro que pode, vamos lá! Ma a shem shelach? Hahaha.”

Quarto dividido, roomates devidamente apresentados, saio com os amigos feitos no barco para comermos num buffet livre de comida tailandesa, japonesa, chinesa, italiana e mais umas cinco culinárias, onde dois garçons eram contratados única e exclusivamente para matar as moscas que perturbavam os clientes e a comida. Mas com tanta variedade e por um precinho mixo, por que não? Não deu outra. Duas horas depois estava delirando em febre no quarto, provavelmente alguma infecção intestinal. Adivinhem quem me salvou?

Sim, minha roomate israelense que trouxe a velhinha dona da pousada que por sua vez não falava uma palavra de inglês, abriu a minha mão e colocou dois comprimidos. Pensei: “Pior não vai ficar” e mandei pra dentro. Meia hora depois tava novinho em folha. Velhinha Mágica!

Claro que eu e a israelense viramos grandes amigos até hoje, assim como todos os “shlepers” que conheci nessa viagem. Quem disse que ser shleper é ruim?? Resumindo: Tailândia Shleper – EU RECOMENDO!

P.S. No aeroporto indo embora, tive que contar as últimas moedas (pois já tinha gastado tudo na viagem) pra pagar a taxa de saída do país, que eu nem sabia que existia. NADA MAIS SHLEPER!

Aos que ainda não conseguiram identificar (acho que são poucos), o torcedor do Brasil com as mãos para cima é o Rafael Tabasnik, mais conhecido como Tabas! Ele é o presidente do Grupo Ofakim! Por sinal, no dia 3 de outubro tem Rosh Hashanight! Para maiores informações, contatem o Tabas pelo email: ofakim.poa@gmail.com! Informações a parte, se você ainda não sabe de quem eu estou falando, dá uma olhada na foto abaixo! O Tabas nos dias de hoje!!

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