É engraçado para mim, como judeu, analisar outro judeu em um programa popular como o Big Brother Brasil, com chances de vitória.
O jeito despojado, com caretas e irônias inteligentes, lembra muito os jovens engajados em nossa comunidade, principalmente aqueles que acabaram de voltar do Shnat. Coincidência ou não, o Michel também já fez Shnat, pelo Habonim Dror. Amigo do grande Esmejor (aos que não conhecem, irmão do Fabinho, capa da primeira edição da Sababah), o "brother", inevitavelmente, é carismático.
A mãe dele, quando teve direito de falar com o filho ao telefone, desejou "shabat shalom". Ele já dançou ao som de "Hava Naguila". Para nós, que temos isso em nosso cotidiano, parece algo comum. Agora, pensando no público diversificado e imenso que assiste ao programa, é muito bom ter alguém com essas características representando os judeus, a comunidade judaica. Talvez, aquele preconceito com o qual costumamos conviver, perca força em nosso país. Talvez, ser judeu deixe de ser algo de outro mundo para as outras pessoas.
Então, você para e pensa: como o Big Brother Brasil tem tanta força?
Simplesmente, tem.
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